23 de fevereiro de 2015.

23 de fevereiro de 2015. O dia em que levei o maior susto da minha vida – e acreditem, assustei muita gente também! e o dia em que ganhei o meu maior presente.

Lívia

O despertador tocou como todos os dias. Correria para se arrumar e começar com as atividades rotineiras. O dia começou e com ele o susto. 34 semanas. Cólicas. Sangramento. Hospital. Descolamento de placenta. Cesária de emergência. Hemorragia. Anemia. Pré-eclampsia.

É, tudo o que havia planejado para a chegada da Lívia caiu por terra na manhã daquela segunda-feira. Não pude conhece-la logo que dei a luz. Não pude ter o pai ao meu lado, segurando a minha mão e chorando de emoção ao ver nossa pequena. Logo que nasceu entrou na UTI Neo, e com isso, mais angústia, mais uma dose de susto.

Lívia chegou as 11 horas e 30 minutos de um dia quente, com 40,5 cm e 1,680 kg. O meu susto diminuiu quando a pediatra, ainda no centro cirúrgico, chegou atrás da minha cabeça e disse: “Sua filha está bem. Chorou e respirou sozinha. É super espertinha, mas está na Neo, porque está bem cansadinha”. Com essas palavras, já pude respirar. Mas, só fui conhece-la na madrugada, quando consegui me sentir um pouco melhor da cirurgia e minha mãe me ajudou a chegar até a UTI.

Estava lá o meu maior presente. Pequeninha. Magrinha. E com os braços inquietos.

Foram 12 longos dias de recuperação, mas, a cada dia nos apaixonávamos mais e mais. O seu cheirinho, seu cabelo, suas mãos que aos poucos tocavam na nossa.

Minhas aventuras de maternidade não chegam aos pés dos meus sonhos, mas foi nos corredores do hospital que amadureci com tantas histórias, lágrimas e sorrisos.

Foram nesses dias que conheci a família em que fui criada. E foi nesses dias que comecei a amar, ainda mais, a família que criei.

Nosso Natal feliz

Quem realmente me conhece sabe do meu amor por essa época do ano. Acredito que nela os dias são mais lindos, onde tudo brilha e a esperança é o que reina, em que tudo pode sim ser melhor.

Mas, nesse 2014 (que ano!!) as coisas foram bem diferentes. Passei os dias que antecedem a festa do Natal apenas imaginando como será o meu próximo. Sim, pois esse foi o último Natal sem ser papai Noel. rs..

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Hora ou outra me pegava imaginando como vai ser o próximo final de ano. A nossa pequena estará com aproximadamente 9 meses, aquela fase delícia que se encanta com as cores e aponta para tudo o que quer. Ah, se o Natal já era bom, fico sonhando com os próximos e não consigo imaginar o tamanho da felicidade.

Indo para a nossa ceia, na noite do dia 24, conversávamos sobre as mudanças que teríamos nesse ano. E chegamos ao assunto Papai Noel. Tem coisa mais mágica e deliciosa do que acreditar em papai Noel? E ficamos mais uma vez sonhando com os olhinhos da nossa pequena Lívia.

Apesar da correria, o sentimento dessa data já começou a ter um novo sentido para nós. E nesse último Natal já ganhei o meu maior presente: além da baby os chutes e cambalhotas que sinto aqui dentro, parece que me transbordam e fico apenas esperando o próximo e o próximo e o próximo…

Metade do caminho

Essa semana completamos a metade da nossa primeira caminhada juntas. Estamos na 20ª semana de gestação, e não sei se digo: já ou ainda!

Tudo passa tão rápido, mas a ansiedade aumenta a cada novo minuto.

Metade do caminho

Estou amando a sensação de todo dia de manhã passar a mão na minha barriga e a cada novo dia sentir ela um pouco mais durinha. Mas, juro, que amo ainda mais, poder sonhar com as nossas próximas caminhadas juntas: seus primeiros passos, os primeiros dias da escola, cada novo alegria estampada em uma risada e cada novo sonho conquistado.

A cada novo dia consigo sonhar ainda mais com a Lívia. E fico ainda mais feliz em sentir todo o amor e carinho, das pessoas que realmente amo, que a pequena já recebe.

Cada passada de mão na barriga, cada pergunta sobre o desenvolvimento do bebê e as arrumações para esperar a princesa. Já até me acostumei com a idéia de chegar em um lugar e ninguém perguntar como estou e sim soltar um: E a Lívia, como está?

Quem me conhece de longa data, sabe que sempre disse que não queria muito me arriscar no terreno da maternidade. Mas, hoje, só posso dizer como isso é maravilhoso e como é bom gerar alguém aqui dentro de mim, que nem sei direito como vai ser, mas que amo incondicionalmente.

Há exatas vintes semanas estou lapidando a minha jóia mais preciosa e juntas – e incluo o papai nessa também –  estamos construindo a estrada mais linda que já percorri.

It’s a girl

Ontem foi o grande dia! Ontem foi o dia que começamos a sonhar ainda mais com o nosso futuro! Ontem foi o dia que descobrimos que uma linda menina dará mais vida para os nossos dias!

Sim, é uma menina. Sim, teremos mais uma saia aqui no blog e dentro de casa. Como é bom sonhar e entrar de cabeça no mundo cor de rosa.

its a girl

Antes de engravidar, sempre pensava: se for para eu ser mãe, que seja de uma menina. Mas, quando recebi a notícia, não conseguia mais pensar desse jeito. Apenas pedia para que o neném fosse forte para crescer e se desenvolver cada dia mais dentro de mim e depois quando nascer. E graças a Deus isso tudo está acontecendo perfeitamente na minha gestação.

Já tínhamos escolhidos nomes para os dois sexos. Mas a família e amigos sempre diziam: é uma menina. Eu tentava não criar muita expectativa, e até já imaginava que se fosse menino já estaria com ciúmes ali no cantinho dele e no meu centro.

Os dias foram passando. A expectativa aumentando. E eis que a médica, Dra. Simone, onde faço todos os ultras na gravidez – e que eu estou amando – disse: é uma princesinha, sem chance de errar! Lá estava a Lívia, sentadinha, e logo logo fechou a perninhas – uma moça recatada, se é que me entendem.

Não vou negar que fiquei surpresa. Não vou negar que fiquei eufórica com a notícia. É uma menininha, uma princesinha para mimar e cuidar. E sim, ela já é, de longe, o que tenho de mais precioso na vida.

E foi assim que entrei no mundo cor de rosa, que nem sempre foi o meu preferido. E é assim que apresento a mais nova Sainha do blog para vocês!

Um beijo Lê e Lí.

Contagem regressiva

Descobrir o sexo da criança que vem vindo sempre é uma alegria. Parece que quando sabemos o que de fato estamos esperando tudo parece mais concreto.

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Acredito que quando descobrimos o sexo do serzinho conseguimos sonhar ainda mais com o futuro. Imaginar com quem ele se parecerá, fisicamente e psicologicamente, qual será o tema do quarto, as brincadeiras, etc etc..

Hoje, estamos a uma semana do ultrassom que nos dirá o que é esse neném – acho que não vejo a hora de poder parar de chama-lo/la de neném! hehe.

Sei que hoje existem exames que acabam com essa ansiedade logo no início da gravidez, o exame de sexagem fetal, que pelo sangue da mãe consegue analisar o DNA do bebê. Mas, esse exame, no Brasil, ainda é muito caro e os planos de saúde não cobrem o custo.

Outra possibilidade é o exame realizado pela urina da mamãe. Sim, chegamos a um ponto em que um simples teste de urina em casa promete determinar se você está esperando um garotão ou uma mocinha. Trata-se de uma tecnologia relativamente nova no Brasil, mas já presente em outros países há mais tempo.

Mas, decidimos esperar. Não vejo a hora, mas também nem consigo imaginar, qual será a nossa reação ao escutar o sexo do nosso bebê. Estou ansiosa e contando os minutos para que a próxima quarta chegue logo! rs..

Bem vindos a nossa contagem regressiva.

Música tema

Sempre que leio blogs e dicas de gestantes sempre vejo algo muito interessante: a intenção de ter uma música tema para a sua gravidez. Sempre achei isso uma coisa meio boba, mas, a minha música tema foi que me escolheu.

Logo quando descobri a gravidez e todos os medos e confusões ainda rondavam a minha cabeça, eu estava sozinha no carro, voltando para casa ouvindo a Nova Brasil FM – amo de paixão – quando uma música começou a tocar. Nesse momento, a única coisa que eu conseguia pensar era no momento em que eu estava vivendo e que desse momento em diante eu nunca mais estaria sozinha na minha vida: ganhei um companheiro / uma companheira para a vida toda, e que isso já era o suficiente para eu estar completamente feliz e realizada.

A música se chama Ela une todas as coisas, do cantor e compositor Jorge Vercillo. Nunca tinha parado para refletir na letra, mas naquele dia, tudo fez sentido.


“Talvez ela saiba de cor
tudo que eu preciso sentir
Pedra preciosa de olhar !
Ela só precisa existir
para me completar”

O primeiro dia das crianças

Ontem foi o meu primeiro dia das crianças sem me sentir a mais novinha da casa. Porque sim, eu sempre fui daquelas que todo dia 12 de outubro fazia aquela graça com os pais e perguntava onde estava o meu presente!

Mas, dessa vez foi bem diferente.

Passei o dia com toda a família. Inclusive, com o primo mais novo, de cinco anos. E já que o dia era de festa, não podíamos deixar de aproveitar.

Brinquedos, sol e muito sorvete. O nosso pequeno ficou exausto. E o novo papai fez estágio com o ferinha. Levou para pescar, brincar, jogar e se divertir. Vou confessar que fico babando quando vejo o Gabriel todo empolgado e cuidadoso com as crianças, e logo fico imaginando como ele se sairá de papai. Não tenho dúvida que será super atencioso e parceiro, assim como ele é com a mamãe aqui…

Gabriel e Bruno

Tirando toda a brincadeira desse dia, para mim, e para minha família, o mais importante do dia 12 de outubro, sempre foi a comemoração de Nossa Senhora Aparecida, rainha e padroeira do Brasil. E nesse primeiro dia 12 como mamãe, eu só conseguia pensar nela e pedir para que ela iluminasse essa nova vida que está chegando e esses novos pais que estamos nos tornando.

Viva as crianças. Viva Nossa Senhora. Viva a nossa nova vida!